Marvel’s Daredevil 1×12 — The Ones We Leave Behind

Preparando o terreno para a season finale, Marvel’s Daredevil continua a esbanjar o fato de ser um produto totalmente novo

Contar a verdade nunca é simples ou fácil. Por isso só os melhores de nós tentam.” — URICH, Doris

Após matar Wesley, Karen Page vem tentando se recuperar do trauma por meio da bebida. Ela decide não contar a ninguém o que houve e continua incomodada com o clima entre seus amigos e patrões. Em outro momento, vem à tona um detalhe que deixei passar anteriormente: Karen esconde algo, que promete ser a cereja do bolo em seu perfil. Até dois episódios atrás, eu não estaria dando a mínima para o tal segredo, mas como perceberam, a personagem conseguiu me ganhar no The Path of the Righteous.

Foggy parece menos relutante em relação a seu amigo mascarado, que finalmente reconhece o fato de não poder trabalhar sozinho. Ele admite isso em um diálogo com a Karen, e é interessante vê-lo cooperar com outras pessoas. Como Ben Urich, aconselhado pelo Demolidor a não cutucar Fisk com vara curta. Ben também contribui com informações sobre o tráfico de heroína comandado por Madame Gao.

Com essas informações (algumas delas novas até para nós), o Diabo de Hell’s Kitchen consegue acesso ao esquema. A cena que antecede a invasão é incrível: Murdock persegue um carro em movimento, estilo Le Parkour, ao som de um instrumental clássico. Pouco depois, Matt é atacado pelos cegos escravizados numa produção pseudo-The Walking Dead. Percebem a genialidade de quem trabalha atrás das câmeras?

Aliviado em ver Vanessa lúcida, Wilson Fisk sofre outros baques: seu funcionário de confiança está morto e sua mãe tem sido incomodada, botando seu futuro em xeque. Fisk provou ser multifacetado, mas não intocável. Leland e Madame Gao planejaram juntos o atentado da festa e, pelo que parece, o grande antagonista não desconfia de tal traição.

Ben Urich reassume seu compromisso com a verdade. Confrontando seu chefe, o jornalista chega a ser demitido. Nem isso pode detê-lo.

Rastros deixados por Wesley levam Fisk até Ben, que poupa Karen de ter o mesmo destino. A última cena, de Ben e do episódio, é bastante bruta. Cenas assim jamais serão vistas em séries como Arrow, The Flash ou até mesmo em Agents of SHIELD e Agent Carter, também da Marvel. Há violência, há sangue. Há realismo.

The Ones We Leave Behind tem lá seu plots e o roteiro cumpre bem com seu papel. Mas o que surpreende mesmo são determinadas cenas, separadamente. Por um lado, estou animado para a conclusão. Por outro, se pudesse adiá-lo sem comprometer a história, assim faria.

Penúltimo episódio da temporada (!!!) e cada vez mais sinto a necessidade de agradecer a Marvel e a Netlix pelo excelente trabalho feito. Ainda nem terminei a temporada e já falo com esse tom apreciativo, pois Marvel’s Daredevil me passou muita confiança desde seu piloto. Agora guardarei minhas considerações finais para o final; até lá.

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