Melrose Place, a original — 1ª temporada

Melrose Place é tão bafônica que vou precisar falar de uma temporada de cada vez para fazer jus a série.

Mas este primeiro texto é curtinho — ao contrário da primeira temporada com seus 32 episódios — afinal escrever sobre ela é quase tão chato quanto assisti-la.

Pior, a série mudou tanto desde então que ela chega a ser dispensável. Talvez ela sirva para que você torça pelos pombinhos Billy e Alison ou para conferir a entrada daquela que se tornaria a melhor personagem da série, Amanda Woodward. E só.

O resto é uma pilha de clichês e lições de moral que “choca” aqueles que pegaram o bonde andando lá pela segunda ou terceira temporada. É tanta bondade, tanto “amor ao próximo” que ficamos enjoados. O condomínio mais agitado de Los Angeles naquela época mais parecia uma versão do paraíso.

Michael era o marido perfeito para mosca morta de Jane — que demorou, mas também foi pro lado negro da Força. Billy e Alison formavam o casal “vai-não-vai” da vez — assim como foram Pam & Jim outrora — e a única loucura de Kimberly era gostar de um homem casado. Aliás, o caso entre ela e Michael começou exatamente nos episódios finais desta temporada e foi a partir daí — e da chegada de Amanda, claro — que a série começou a mudar!

Como um spinoff de Barrados no Baile (outra que ganhou nova roupagem), a série começou na mesma vibe “boazinha”, inclusive com cross de personagens, afinal fomos apresentados aos moradores de Melrose justamente porque Kelly de Barrados estava “namorandinho” com Jake, o gostosão do condomínio. Mas o público já tinha uma série com belos jovens para seguir e Melrose amargava péssimos índices de audiência. Só a partir da segunda temporada é que os produtores trataram de aproveitar a canastrice de seu elenco e transformaram a série em um absurdo delicioso, com traições, mortes e/ou simulações de morte, perseguições, loucuras, explosões, envenenamentos e muito, muito mais.

Ah, talvez a primeira temporada — assim como todas as outras neste caso — também sirva para mostrar que Sidney Andrews — que na época nem fazia parte do elenco fixo da série ainda — sempre foi mais patética do que evil, bem diferente do retrato que pintaram dela nesta nova versão da série.

Mas isso já é assunto para outra hora… Outra coluna!

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