Munik, a única campeã do BBB nascida nos anos 90

A campeã do BBB16, Munik, disse o que espera da vida daqui pra frente.

Quem viu o último dia de pay-per-view do BBB16 percebeu que, em muitos momentos, as câmeras focavam um pôster no quarto roxo em que se via escrito BBB Anos 90. Não era à toa. Suas duas finalistas, nascidas em 1996, haviam superado adversários fortes no Big Brother das diferentes gerações.

Foram 77 dias. Elas saíram juntas do mesmo contêiner na estreia do programa e juntas tiveram que se agachar para passar pela porta que não se abriu no ápice do último show. Uma, Cacau. Outra, Pequi. Uma lágrimas, a outra, carne. A loira e a morena. Uma que saudava o sol pelas manhãs com os braços abertos e a outra que jogava a mão pro alto e só saía das festas quando a lua também saísse. Elas não tinham como ser tão diferentes, mas foram. Por isso dividiram torcidas, mas no final foi 6×0 a favor de Munik Nunes, a mais nova milionária do Brasil.

Munik viveu uma trajetória intensa. Ainda na primeira semana, por seu jeito de menina do interior, quase foi parar no paredão. Mas no sexto dia do jogo, enquanto ainda reinava o aparente clima de colônia de férias, a Pequi partiu pro jogo, fazendo os votos de várias pessoas mudarem na última hora. Daniel acabou indo parar naquele paredão, mas foi por pouco. Munik articulou os votos femininos nele, mas no fim os votos se dividiram igualmente entre dois líderes e ela própria acabou votando em Alan. E neste dia, ela não teve nenhum voto. E este paredão ergueu uma trincheira na casa. E a guerra começou.

Tudo a partir da movimentação daquela que Bial havia apelidado de Pequi menos de uma semana antes, enquanto Maria Cláudia só pensava em amar o recém-chegado Matheus. E este foi só primeiro movimento da goiana, embora muitos dentro do confinamento achassem que ela era uma mera seguidora.

Em entrevista logo após a sua vitória, Munik se mostrou consciente e sem culpas de tudo o que viveu, tanto dos amores quanto dos desafetos que teve dentro da casa. Sobre esses amores, diversas perguntas dos jornalistas sobre Juliano Laham, ator que se passou por libanês e chegou a pedir a menina em casamento. Informada de que ele já havia declarado que gostaria de conhecê-la melhor, ela se mostrou aberta a isso: “Fiquei de cara quando soube que ele era ator. Não achei legal. Mas quero conhecer o Laham, sim. Sinto vontade de ficar com ele.”

Perguntada se Juliana havia entrado na disputa por Renan por interesse genuíno ou para competir com ela e provar que podia mais, ela respondeu: “Ela se interessou por ele mesmo e não por causa de mim, para me atingir”. Ainda sobre os amores dentro da casa, ela afirmou que pretende ter contato com todo mundo, mas que sente algo especial pelo trio Ana Paula, Ronan e Geralda. Quando uma jornalista a chamou de ‘herdeira da Ana Paula’, ela reconheceu que sim e disse: “Eu sou muito grata à Ana Paula e ao Ronan.”

“Com a Ana Paula, eu me identifiquei logo no início”, continuou. “Eu me sentei ao lado dela no sofá (no primeiro dia) e já bateu. Depois nós fizemos a (primeira) prova juntas. Já o Ronan foi logo depois.” Ela destacou ainda que sempre percebeu a força dos dois. A da Ana Paula estava em sua sinceridade, segundo a vencedora. “O Ronan entrou pra jogar mesmo. Como eu.”, completou.

Teve ainda espaço para comentar o assédio que vinha sofrendo de Ronan. Para ela, não era assédio, era coisa de amigo. “Mas me irritava muito.”

Mas passando para a vida real e sua nova condição de milionária, a goiana foi taxativa: “O prêmio é da minha família. No que depender de mim, meu pai não trabalha mais. Nem ele nem minha mãe.”

Munik disse ainda que estava confiante e que teve certeza de que o prêmio principal seria seu desde que havia desistido da última prova de resistência. Ela afirmou ter rezado muito, pedindo orientação divina, e ter tentado até onde pôde para evitar um paredão com Ronan. Até que veio uma sensação inédita: “Senti que Deus estava falando comigo e dizia: ‘sai que eu tenho uma coisa maior para você’. Foi uma voz mesmo.”

Claro que sua espontaneidade gerou bons momentos na entrevista. Quando perguntada o que era melhor, o milhão ou o Safadão, ela mostrou o lado que Pedro Bial bem destacou em seu último discurso, de não ser ‘obrigada a escolher’ e de querer tudo: “Posso ser os dois?”.

A Pequi ainda vai gritar muito “Vai, Safadão” por aí, já que ficou animada quando foi informada por uma jornalista de que o cantor tinha declarado torcida por ela e a convidado publicamente para um dos seus shows.

Mas e o futuro? O que podemos esperar da nova milionária do Brasil? “Eu não sei o que vai ser da minha vida daqui pra frente. Por mais que eu tenha ganhado um milhão e meio, eu quero muito trabalhar, quero muito tirar foto. Quero TV também, quero tudo.” E quer um ensaio sexy com a sua própria Ana Paula também, além de também pensar em posar nua.

Essa goianinha realmente quer tudo meixxxmo. Para quem já conseguiu vencer um dos BBBs mais jogados dos últimos tempos, 2016 é apenas o começo. E a gente vai assistir de camarote.

Porque somos desses.

Foto: Globo/Pedro Curi

Sobre o Autor

Avatar

BOXPOP

Site especializado em cultura pop, fundado em agosto de 2007. Confira nossos podcasts, vídeos no youtube e posts em redes sociais. Interessados em contribuir como autor no site podem entrar em contato: contato@boxpop.com.br

Deixe um comentário

clique para comentar

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

OUÇA O BOXCAST

VIDEOCAST

Personagem afeminado de Cavaleiros do Zodíaco será mulher em remake da Netflix.

Confira o que achamos da versão ilustrada de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban em português.

Wanessa tá de clipe novo. E o clipe define o que "é ruim mas é bom".

SEJA UM PADRINHO!

Contribua!