OUAT 2×10 — The Cricket Game

“Regina redimindo-se… Que pensamento novelesco!” — Rumpelstiltskin

Once Upon a Time deu adeus a 2012 com o saldo mais do que positivo. Desde a premiere desse segundo ano, os roteiristas e toda a produção apostaram em arcos mais sombrios e adultos, deixando a parte dos constantes finais felizes para trás. Não se pode negar que o caminho no qual viajamos semanalmente durante nove episódios não foi sensacional. Com vários ganchos — sem trocadinhos — deixados no Winter Finale, o retorno de Once Upon a Time tinha como responsabilidade apresentar um novo prólogo capaz de compor novas trajetórias a serem seguidas durante um novo ano sem perder a qualidade apresentada anteriormente.

Bem… isso não aconteceu.

Os eventos desse episódio acontecem momentos após The Queen of Hears (2×09), com a chegada de Cora e Hook em Storybrooke. Era mais do que óbvio que a dupla de vilões não iria se separar tão cedo, já que foram um dos responsáveis responsáveis pela alta qualidade da série; e é difícil explicar o quão feliz eu fiquei por isso. Por outro lado, o desempenho deles em Storybrooke foi um tanto decepcionante, pois eu esperava por caos. Não fiquei satisfeito em ver apenas um pescador ser transformado em peixe e a “morte” do Grilo que ninguém se importa. Pelo jeito terei de esperar pelo terror, pois possivelmente será o clímax da temporada.

O cômico do episódio foi saber que David e Snow são agora um casal de “idosos” ativos (se é que vocês me entendem). A cena entre o casal, Emma e Henry foi diferente. Nunca imaginei que veria uma cena assim na série, mas foi bem legal. A reunião em família e os tacos nos levaram para uma desnecessária festa de boas-vindas, onde a população de Storybrooke pensa estar segura. Roubando a cena, temos Regina e sua lasanha, convidada por Emma, atiçando o ódio alheio. Como de costume, as cenas contracenadas por ambas são forçadas e sempre finalizadas com diálogos turbulentos, gerando faíscas que acordam o adormecido plot “Quem vai ficar com Henry?!”.

Na Fairytaleland, tínhamos David e Snow contra Regina, de novo. De fato, a pior parte do episódio. Focar-se em uma trama em que todos já sabemos como vai terminar é desgastante e, no mínimo, chato. Nem Regina e nem Snow iriam morrer e a Rainha escaparia. Isso foi novidade pra alguém? O plano “Matar Regina” teve resultado previsível mas rendeu bons momentos, como a tensa cena da pré-execução de Regina e uma quote a la Clarice Lispector em seus dias malignos. Além da volta de Rumpel, companhado daquela risada contagiante e atuação impecável! É sempre ótimo vê-los juntos. O companheirismo da dupla R&R (Regina e Rumpel) se tornará mais interessante daqui em diante, já que O Senhor Das Trevas admitiu ser o único amigo da solitária Rainha Má. (Nota aleatória: Alguém mais fica com um pé atrás com as estórias contadas em Fairytaleland antes da maldição pelo fato da inexistência de uma cronologia?)

Se não bastasse uma trama lenta e arrastada no universo paralelo, tivemos os holofotes de Storybrooke focados no assassinato de um personagem que ninguém dava a mínima ou ao menos se lembrava: Archie, o Grilo.

Repetindo o mesmo erro em um único episódio, Once Upon a Time usa todas as evidências do assassinato contra Regina. Novamente, é desgastante assistir acusações e mais acusações contra a personagem quando sabemos de sua inocência, uma vez que fomos telespectadores do ato. Ao menos, um dos ganchos deixados no Winter Finale é utilizado de forma satisfatória em um crime que poderia ser melhor trabalhado: a magia de Emma. Usá-la como leitor de memórias foi o ponto alto da investigação.

The Cricket Game foi preocupante. A ausência do núcleo intrigante (Emma e Snow em sua trajetória pela Fairytaleland) e tramas arrastadas me lembraram o início da série, quando ela era levemente cativante e bonitinha, apenas um passatempo bem-vindo. O nível de seu segundo ano ainda é alto devido aos riscos que a série tomou anteriormente, então era fato que um episódio pacato no pior clima “família” não se enquadraria nos padrões da temporada. Once Upon a Time cresceu e amadureceu, mas o destino da série me preocupa. O novo começo e as novas possibilidades apresentadas neste episódio trouxeram a tona a série indefesa e dramática, com medo de se aventurar na ousadia. Creio que isso será passageiro e espero, mais do que tudo, que eu esteja certo.

Sim, Once Upon a Time voltou, menos sombria e mediana. Infelizmente.

P.S. #1 — Melhora nos efeitos visuais… É isso mesmo, produção?

P.S. #2 — Se foi excelente ou mediano, não se pode negar: A estrela desse episódio foi Regina! Desde as desventuras enfrentadas pela mesma como Rainha até sua dura trajetória por redenção nos dias de hoje enriquecem cada vez mais a personagem.

OBS.: Aqueles que acompanham o Box de Séries no Facebook (vale a pena curtir) perceberam a troca de reviewer de algumas séries, inclusive Once Upon a Time. E aqui estou eu. Essa é a primeira review que escrevo para qualquer blog, então posso ser um pouco inexperiente nisso. Peço que por favor, comentem o que acharam da review; não importa se não gostaram ou amaram ou se acharam-a curta ou muito longa… Aliás, não comentem só a review, mas também o episódio. Desde que leio o Box, nunca vi os fãs de Once Upon a Time comentando constantemente as reviews e isso sempre me deixava #chatiado, então fica meu pedido: loguem com Disqus, Facebook, Twitter, Flogão (whatever), mas C-O-M-E-N-T-E-M, pois a voz dos leitores do Box, é a voz de Deus! hahaha (:

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