Por que Pitch merece a sua atenção?

Não se engane, Pitch vai muito além do beisebol e supera qualquer expectativa.

Pitch foi uma das apostas da FOX para a fall season, mas por alguma razão, tudo por lá resolveu dar errado neste ano (a audiência de Empire despencou, Scream Queens está péssima, e Gotham caminha para a mesma direção). Uma das fortes candidatas ao cancelamento, tem uma história que vai além do esperado e merece a sua atenção.

Vamos lá: a série conta a história da jovem Ginny Baker (até hoje não sei se é o nome dela mesmo, ou apelido), que se torna a primeira mulher lançadora da Liga Principal de beisebol. A primeira impressão que se tem é de que vai ficar tudo confuso nas diversas referências e termos ao esporte, que não é tão famoso aqui, mas é aqui que você se engana. Pitch vai além dos campos.

Do trivial: Ginny é uma jovem negra, crescida num bairro de classe média, numa família aparentemente estruturada, com uma boa vida escolar. Por que cargas d’água ela escolheu praticar beisebol? Grande parte da “culpa” é do seu pai, Bill Baker, que não viu o talento no filho e apostou as fichas na moça, mas abre um parêntese para aquelas discussões bem pertinentes de gênero: assim como rosa não é só cor de menina, beisebol não é só esporte de ~macho~.

E é assim que Ginny encara sua entrada num dos times mais famosos da Liga, o San Diego Padres. Existe resistência, existe machismo, mas todos são curvados facilmente diante do talento da nova jogadora, que é, acima de tudo, focada.

Só que excessos, até de coisa boa, uma hora faz mal. O exagero dela no foco pelo esporte e pelo time a cega, as vezes. Ela precisa a todo instante ser direcionada pela sua agente, Amelia Slater, que embora tenha a melhor das intenções, se torna uma chata obcecada (porém doce e fiel).

No vestiário, ela lida com a experiência do técnico Al Luongo e do capitão de time Mike Lawson, que num primeiro instante precisam aprender a lidar com o fato de que agora tem uma mulher lá dentro — medir suas atitudes para que ela se sinta incluída, mas fazê-lo de forma natural. Assim como os próprios executivos do time, representados pelo gerente Oscar, que veem em Ginny uma oportunidade de lucrar, mas no fundo não enxergam seu verdadeiro potencial.

Por essa descrição você pode imaginar uma protagonista excluída, que precisa lutar pelo seu lugar no time… Pera lá, não é bem assim! Tudo acontece muito rápido em Pitch, e o que impressiona é como a história de Ginny se conecta com essa nova vivência dela — essa é a magia da série. O mais legal é que não é só ela que cresce na trama, todos a seguem. Alguns ficam pelo caminho, e realmente não há tempo para isso, mas o núcleo principal de personagens é muito bem trabalhado, com motivações e enredos bem sólidos.

Kylie Bunbury tem tudo para ser uma das queridinhas da TV, e merece mais uma chance de mostrar sua personagem evoluindo mais e mais. Ao lado de Mark-Paul Gosselaar, vivem um romance sertanejo que vai dividir o seu coração (MESMO!).

Ainda não te convenci? O final do primeiro episódio é de girar sua cabeça, fica aquele sentimento de “eu não tô entendendo nada MEU DEUS CADÊ O PRÓXIMO EPISÓDIO”!

Ou isso, ajuda muito!

A primeira temporada já chegou ao fim dos seus dez episódios, e está naquela tensão se renova ou não, mas a torcida para que a FOX não dê uma bola curva é grande (viu, dá para aprender alguns jargões).

Have no feeeeel…

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