Recap: Grey’s Anatomy

O próximo podcast do Box é um especial sobre Grey’s Anatomy. Então, que tal fazermos uma recapitulação de tudo o que assistimos até aqui, tendo em mente o histórico da série enquanto drama e produção televisiva? Vamos lá:

No dia 25 de março de 2005 estreava Grey’s Anatomy. Isso mesmo, um lançamento de midseason. Os planos iniciais seriam de exibir 12 episódios, porém o encerramento da primeira temporada aconteceu mais ou menos dois meses depois. Não pela série não ter agradado, pelo contrário! Os índices de audiência era bem melhores do que o esperado. Acontece que segundo a ABC o oitavo episódio possuía um final mais dramático — com George (T.R. Knight) e Karev (Justin Chamber), dois dos personagens principais, resolvendo desavenças na mão, além da chegada chocante de uma das melhores personagens da série: Addison Montgomery (Kate Walsh), até então esposa de Derek (Patrick Dempsey), par romantico da protagonista (Ellen Pompeo).

Mas estes oito episódios se provaram suficientes para explicar a chegada dos novos estudantes de medicina no Seatle Grace Hospital, uma referência entre os hospitais escola. Assistimos tudo sob o ponto de vista de Meredith, que narra a maioria dos episódios da série. Desde seu primeiro e infame encontro com Derek (até então apenas Derek) no bar próximo ao hospital, até seu primeiro encontro com seus novos colegas: Izzie (Katherine Heigl), Christina (Sandra Oh) e George. E, á claro, Karev, um estudante marrento com pose de mal, mas que vai ficar bonzinho com o passar dos capítulos. Ah, e agora sim, com o Dr. Derek (Abafa!).

Melhores amigas

No decorrer desta temporada a gente assiste a aproximação dos personagens. Meredith e Christina vão se tornando um complemento uma da outra, assim como Izzie e George se aproximam também. É ainda nesta temporada que a tensão entre Izzie e Karev surge. Tudo sexual, é claro! Todo mundo parece formar um casal. Enquanto Meredith se pega com o neurocirurgião Derek, sua amiga Christina está com o cardiologista Preston Burke (Isaiah Washington).

E é impossível falar da apresentação dos personagens sem citar a entrada em cena de Bayle “Nazi” (Chandra Wilson), a residente encarregada de toda esta gama de novos médicos do hospital. Foi ali que ela roubou a primeira cena — até hoje a cena está com ela!

Voltando às seasons, na segunda temporada há uma compensação pelo curto primeiro ano da série. Como quatro episódios foram cortados, nesta os recebemos de brinde. Somados aos já 22 encomendados pela ABC, seriam 26. O sucesso da série era tanto que ainda foi acrescido um nesta lista para que pudéssemos acompanhar o embate entre Addison e Meredith, além da chegada de um personagem que coloca ainda mais lenha na fogueira, Mark Sloan (Eric Dane) — o cara que dormiu com Addison, melhor amigo de Derek, e colocou fim ao casamento dos dois. O que ninguém esperava era ver Izzie Stevens colocando o episódio final da temporada em seu bolso!

Além disso temos a chegada de outro personagem carismático (e qual não é nesta série?), inesquecível para todos que são fãs de Grey’s: Denny Duquette (Jeffrey Dean Morgan). Christina e Burke vão morar juntos, em uma importante decisão do casal (ou será de Burke?) que no futuro pode por tudo a perder. Já George continua vivendo o fraco dilema de ser apaixonado por Meredith — não convence!

Mas é na terceira temporada que a série cresce em definitivo. A emissora colocou Grey’s Anatomy em prova, exibindo seus episódios às quintas-feiras, clássico embate de tiranos e gigantes da TV Norte Americana. Mas uma jogada desta obviamente não foi impensada. Duarante a season 2 dois testes aconteceram. Logo após a exibição do superbowl foi exibido um episódio chave da série. O sucesso foi tamanho que uma semana depois o seriado voltou no mesmo dia e horário para fechar o arco iniciado pelo primeiro. Daí em diante Grey’s se garantiu como um dos carros chefes da emissora.

Shonda Rhimes, autora

É uma das temporadas mais dramáticas já vistas na TV. E de drama Shonda Rhimes, autora da série, entende. Neste ano ela encaminha Christina ao altar, além de mostrar a dinâmica dela e seu par enquanto profissionais, mas tudo de uma maneira nada saudável. Ainda mostra Izzie lidando com a perda do grande amor de sua vida, além de submeter Derek e Meredith a verdadeiras provas de resistência romântica. Falando em romance, George ganha uma parceira, Dra Callie Torres (Sara Ramirez).

Mas voltemos à Meredith, que ainda passa por dramas familiares envolvendo seu pai e mãe. Karev é outro que cai em romance, porém o seu envolve uma mulher sem identidade que só lhe traz dores de cabeça (a coisa se extende até a próxima temporada). A parte chata da série é do Chief Webber (James Pickens Jr.) procurando seu substituto — tema que permeia a série praticamente desde sua estreia e ainda traz muito pano para manga.

Já a quarta temporada do seriado foi marcada pela greve dos roteiristas, o que atrapalhou não só o desenvolvimento de Grey’s, mas de todas as séries de TV. É um dos anos mais mornos do seriado até hoje, tanto que milhares de polêmicas pipocaram na imprensa, o que não era novidade afinal o elenco desta dá um show de baixaria nos bastidores desde o terceiro ano da série, quando Isaiah Washington foi acusado de homofobia. A situação nos bastidores era tão tensa que um dos atores envolvidos no escandalo teve seu personagem retirado da série em um escandaloso season finale (season 3, só pra constar).

Foram ao todo 16 episódios, sendo que a greve interrompeu as exibições após o episódio onze, voltando semanas depois. Como não se pode recuperar o tempo perdido, apenas mais cinco capítulos são gravado, e assim os roteiristas e produtores tiveram uma desculpa para sua fraca temporada. Já Katherine Heigl não pensou a mesma coisa ao dizer que não deveria concorrer ao Emmy pois não teve material para trabalhar. A equipe de profissionais por trás das câmeras não ficou nada feliz. Daí em diante sua personagem se tornou uma das mais chatas de toda a história.

É ainda neste ano que nossos queridos protagonistas se tornam residentes, exceto um deles que passa a temporada inteira correndo atrás do prejuízo. Enquanto o elenco principal se torna residente, novos estudantes chegam, entre eles Lexie Grey (Chyler Leigh). Opa! Nome familiar?! É isso mesmo, a meia irmã de Meredit chega para ficar. Rapidamente ela se torna amiga do tal personagem ‘repetente’ que, ao final deste ano se recupera e alcança seus antigos amigos de ‘classe’. É também nesta temporada que nos despedimos de Addison, personagem que ganha um spinoff, indo viver sob o sol da califórnia em Private Practice. Mas isto é outra história.

Geroge e Callie, casal DRAMA!

O importante mesmo é saber que o quarto ano foi o ano em que George e Callie se acertam, independente de qual seja o acordo. E ainda o ano em que Meredith e Derek estiveram mais afastados um do outro. Nem mesmo o consolo de Meredith dado a seu antes namorado por conta dos testes científicos falidos que passaram a realizar ao final da temporada serviram de consolo. No ano em que Derek perde a crença na medicina e arranja uma garota menos complicada, tivemos um dos season finales mais água com açucar que a série já teve.

Apesar de um quarto ano fraco, na quinta temporada o fôlego parece ser suficientemente reestabelecido. Ainda mais quando acontece o primeiro cross over de Grey’s com Private Practice, juntando os médicos de Seatle com os novos amigos californianos de Addison. Para compensar tantas baixas de elenco, somo brindados com novos e interessantes personagens, entre eles Owen e Arizona.

Mas o marco definitivo de Shonda foi o de acertar a vida amorosa entre o casal de protagonistas. Poderíamos até dizer que o romance é acertado para mais de um casal, mas não é isso que o próximo ano da série nos mostraria. Neste ano os produtores de Grey’s Anatomy começam a enfrentar uma debandada de elenco. Personagens tidos como chave já não estão tão contentes com seus papéis e ameaçam sair, o que de fato acontece ao final deste ano de exibições, tudo marcado por um dos season finales mais comentados da temporada.

Izzie Morimbunda

Enquanto Izzie se descobre com uma terrível doença, Meredith é inserida num drama ainda maior envolvendo seu pai e, por tabela, sua já citada meio-irmã Lexie Grey — o que reforça na audiência o medo de Shonda Rhimes em perder seu elenco principal. Já pensou se ela perde logo a protagonista, que dá nome à série? Que tal então mais uma Grey? Os problemas de produção de elenco ainda ficam mais fortes quando Ellen Pompeo, a Meredith, anuncia que está grávida.

Na sexta temporada tudo isso vem à tona: Além da protagonista estar de molho por conta da gravidez da atriz que a interpreta, um dos membros mais importantes do elenco de fato sai da série. Os motivos reais eram de insatisfação com o enredo de seu personagem. Já Katherine Heigl passa a se ocupar com sua carreira cinematográfica, afastando-se do seriado em diversos capítulos — o que deixa os fãs de Izzie frustrados já que ela finalmente havia engatado o romance que toda a audiência esperou por anos para ver.

O drama patina na audiência e a aceitação fica crítica. Ora nos são apresentados episódios dispensáveis, ora episódios incríveis. Sandra Oh e Chandra Wilson novamente seguram a série. Suas personagens, apesar de estarem envolvidas em dramas fracos, são muito bem interpretadas. O drama envolvendo Chief Webber é recorrente. Seus problemas com alcoolismo o impedem de prosseguir no comando do hospital, que há pouco passou por uma fusão com seu concorrente, o Mercy West.

Novamente somos jogados a um embate de egos de cirurgiões. Desta vez a coisa pelo menos parece ser bem encaminhada e, portanto, passamos a ver o crescimento profissional de um personagem muito querido pela audiência. Nada impede uma guerra de opiniões, onde alguns têm de provar de que lado estão: da medicina, da ética, da emoção, ou de seus relativos.

Como a saga ainda está em exibição, fica difícil fazer uma medição maior sobre a qualidade da temporada, que por enquanto segue como fraca. Mas e você, o que tem achado de Grey’s Anatomy?

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