RPDR All Stars 2×01 — All Star Talent Show Extravaganza

All Star Talent Show Extravaganza coloca competidoras da segunda temporada de RuPaul’s Drag Race All Stars para mostrar seus talentos, mas nem todas conseguem.

RuPaul’s Drag Race está de volta com a edição All Stars e, com a nova temporada, mudanças muito bem-vindas. A começar pelo método de eliminação, fazer com que as melhores competidoras dublem é mais do que coerente, em se tratando do All Stars.

A grande reviravolta, no entanto, é o sistema de eliminação. RuPaul irá se abster de escolher alguém para Sashay Away e colocará o peso dessa decisão em quem se der bem na dublagem. A mensagem é clara: entrar no hall de drag queens vencedoras está mais difícil do que nunca, mas essa dificuldade totalmente valida a vitória.

Quando anunciado, o elenco fortemente concentrado na quinta temporada gerou dúvidas quanto a participação de Tatianna e Phi Phi O’Hara. Mais do que subverter a imagem que deixaram nas temporadas em que participaram, ambas se mostraram adições acertadas quando vistas em ação.

Phi Phi, mesmo tendo estando entre as piores da semana, demonstrou uma personalidade mais leve e agradável, incluindo durante o mini-desafio. Para quem acompanha seu trabalho no 356 dias de Drag, a evolução da competidora é clara, gerando expectativas para vermos o que ela será capaz de fazer na competição.

Tatianna segue um caminho semelhante, ela não parece mais a competidora rancorosa da segunda temporada, mas seus comentários durante o debate sobre a eliminação nos faz crer que sua personalidade cheia de opiniões para dar continua intacta, embora ponderada.

Seu desempenho no desafio principal deixa claro para suas concorrentes que elas não devem subestimar Tatianna. Porém, no geral, o desafio principal nos trouxe um punhado de talentos um tanto quanto enferrujados. Grande parte das competidoras fizeram o que todos sabem que fazem, sem nada de novo para demonstrar, ou se arriscaram em números que acabaram por prejudicar seu desempenho.

Alyssa, Detox e Katya fizeram números que não ousaram, nem falharam. Das três, apenas Detox proporcionou algum entretenimento com seu número musical cheio de tinta florescente e sexualidade exacerbada. Ginger Minj trouxe também um número musical, mas ao contrário de Detox, sua apresentação era voltada para seus dotes vocais. E no geral seu desempenho foi bastante consistente, mas a música não conectava com a audiência.

Foi exatamente nesse aspecto que Alaska foi bem-sucedida. Investindo na esquisitice, traço que é sua marca registrada, somada às variações vocais que fez durante a apresentação, seu número trouxe entretenimento e talento combinados, fazendo com que Alaska quase chegasse ao topo.

E então temos Coco, Phi Phi e Adore, cujo desempenho foi classificado como os três piores da semana, por motivos bastante distintos. Coco fez um número apático e nivelado por baixo. A música e sua interpretação não evoluíam, chegando ao fim nos dando a sensação de que algo ficou faltando. Phi Phi chegou ao palco para cantar ao vivo, deixando a dúvida sobre o porquê de ela considerar o canto a capella como um talento. E Adore, foi massacrada pelos juízes por causa de seu figurino, que não estava completamente ruim, se você for levar em consideração seu estilo.

Acontece que Adore não tem a pretensão de se vestir de forma glamorosa e high fashion como suas competidoras. Ela encontrou um nicho próprio que condiz com seu trabalho como cantora. Dito isto, o que Adore Delano faz não serve para competir. Fica claro no episódio de estreia que sua participação serve exclusivamente por publicidade e nada mais. E não há como discordar quando ela diz que ela não pertence a esse lugar, porque esta é a realidade. Não há gana em Adore para competir pela coroa, e o fato de que ela só se deu conta disto no primeiro episódio só torna sua participação lamentável.

Roxxxy foi a vencedora do desafio principal merecidamente. Seu número foi se desdobrando trazendo revelações (uma delas fazendo referência direta à cena da peruca da quinta temporada), e exibindo sua nova silhueta com a mesma confiança que mostrou em 2013. Roxxxy fez um show e vimos ela se divertindo enquanto o fazia, e talvez a única crítica a ser feita é sobre o contorno do nariz, que chega a competir com o de Magnolia Crowford.

Na eliminação, escolher Coco para ser a primeira a deixar a temporada parece justo. Com o drama envolvendo Adore e a expectativa sobre a evolução do drag de Phi Phi, perder qualquer uma das suas seria prejudicar a temporada logo no início. Coco sai sem causar impacto, já que desta vez não há o conflito com Alyssa para ajudá-la. Sem dúvida, a maior contribuição de Coco para Drag Race foram os comentários gravados em estúdio. Ela está fora, mas não totalmente, já que RuPaul guardou uma última revelação para o final do episódio.

Com todas essas novas regras, o papel de RuPaul no programa é mais simbólico do que nunca. Isso significa que ela vai se recostar em sua cadeira, beber seu drink e ver o circo pegar fogo. E alguém duvida que há potencial pra isso?

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