Sobre o É de casa

#GONGHOW ainda está tentando entender a necessidade daquele povo no É de casa

Olá para você que teve um final de semana incrível, enchafurdado em um quarto de hotel! Essa #GONGSHOW não é para você. Essa aqui é para você que decidiu acordar muito cedo para acompanhar a última estreia global É de casa. E sim, amores, eu tive um tempinho para conferir qual era a desse novo programa.

Enquanto a abertura do programa era veiculada, muita coisa passou pela minha cabeça. A primeira foi: PORQUE RESSUSCITARAM OS TRIBALISTAS? O trio já não era legal quando estourou nas rádios e continua não sendo legal. Tribalistas foi a coisa mais pretenciosa e superestimada que aconteceu no Brasil. Não começou bem.

Sobre o É de casa

Depois, o tempo todo ficou aquela sensação terrível de deja vu. É sério. É de casa é como uma mistura ruim de Mais você com Encontro. Até a Fátima Bernardes apareceu por lá. Só faltou mesmo o Louro José. Se bem que, com o Tiago Leifert ali, nem precisava de muita coisa. Se a Globo queria uma coisa inovadora, não conseguiu. Era só esticar suas atrações semanais até o sábado e tava tudo resolvido.

A única lembrança boa que eu tenho do Tiago

Qual a necessidade de seis apresentadores? Se você parar para pensar, esse povo estava tudo ali naquela casa como uma forma de justificar o salário pago a eles pela emissora. A Patrícia Poeta saiu do Jornal Nacional para fazer isso? A Ana Furtado, o André Marques, a Cissa Guimarães e o Zeca Camargo estavam mesmo precisando fazer alguma coisa depois que foram chutados do Vídeo Show. E o Leifert foi desnecessário. Deixassem o moço no Globo Esporte e no The Voice Brasil que tava de bom tamanho.

Outra coisa que incomodou bastante foi o cenário. Se a intenção era fazer o espectador se sentir em casa, falhou grandemente. As chamadinhas do programa eram feitas em casa de gente comum. Mas o cenário construído do Projac é tudo, menos moradia de gente comum. Ninguém que não ganhe um salário de, no mínimo, nove dígitos conseguiria construir uma moradia daquele jeito.

A casa é sua

E todo mundo na internet andou falando que o É de casa tinha muito do programa da Sonia Abrão e não dá para concordar mais. O que foram aquele povo tudo sentado ao redor da mesa lendo as revistas e jornais do dia? A gente sabe que a Sonia fazia isso porque o programa dela tinha nove mil horas e ela precisava cobrir o tempo com alguma coisa. Mas a Globo precisa mesmo disso? E ainda por cima trouxeram uma sensitiva!

Sou muito a favor de produções nacionais em detrimento das produções importadas. Mas algo que seja diferente da programação do GNT. Deixa esse tipo de coisa para a TV fechada. Tudo bem que o público da TV aberta precisa ser acostumado e adestrado para coisas de boa qualidade, mas o É de casa não supre essa lacuna.

É provável que dure um tempo, porque a Globo tem a mania de insistir ao máximo, mesmo quando não dá muita audiência. Mas precisa rebolar muito para não amargar um terceiro lugar futuramente, já que na estreia ficou em segundo.

Parece que o Bob Esponja atraía muito mais a atenção das pessoas. Triste, né?

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