Sobre o Grammy e os poucos prêmios da Taylor Swift

#GONGSHOW chega no veneno falando sobre o Grammy 2016.

Uma ótima quarta-feira para você que, assim como eu, ficou acordado até as três da madrugada de terça-feira para acompanhar até o final da premiação do Grammy e chegou à conclusão de que poderia ter dormido mais, ao invés de ficar com o sono atrasado até o fim de semana. Essa coluna é dedicada a você.

Pra começo de conversa, o Grammy é a premiação mais chata, mais modorrenta de todas as mainstream do entretenimento americano. Nem o Tony Awards consegue ser tão arrastado. O que é extremamente curioso. Afinal, com o tanto de gente da música presente ali a gente já podia espera um novo USA for Africa.

Mas o que vemos é uma coisa completamente sem sentido. Até os shows de dublagem do meu colégio feito pelas crianças do segundo ano do fundamental I com canções do mais seleto sertanejo universitário é mais animado. Tenho certeza que se colocassem a Inês Brasil e o Wesley Safadão por lá, tudo ficaria com um ar mais agitado.

A principal lição que tiramos desse Grammy é: a gente gosta do álbum da menina Sulfite, mas odiamos Blank Space. Sério! TODAS AS INDICAÇÕES DE BLANK SPACE DERAM COM OS BURROS N’ÁGUA. 1989 levou o prêmio de Álbum do Ano, mas ficou sozinho nas categorias principais. Os outros dois gramofones de Taylor foram para coisas específicas.

Só pra vocês terem uma ideia de outros vencedores lacradores: Norah Jones, em 2003, levou 7 prêmios (Álbum do ano, Gravação do Ano, Música do Ano entres eles); Alicia Keys, em 2002, levou 5 prêmios (incluindo Álbum do ano e Música do ano); Adele, em 2012, ganhou todos os prêmios aos quais fora indicada, ou seja, 6; e Sam Smith, no ano passado, levou 5 prêmios.

Ou seja, a Taylor não foi uma grande vencedora. Ao menos está melhor que a Katy Perry que continua zerada no placar de estatuetas. Tadinha, né, gente?

Em compensação o Hobbit Ed Sheeran ganhou um Grammy de Melhor Perfomance de Dança em Videoclipe. Lembrando que esse prêmio já tinha sido dado a Pink por Try e a Marcelo Jeneci por O melhor da vida.

Cara, como é que a gente vai respeitar um prêmio que consagra Justin Bieber? Oras, desse o prêmio para ele na época de Baby. Seria bem mais honesto!

Bruno Mars ganhou mais um Grammy. Todo mundo ali sabia que o prêmio do Mark Ronson, na verdade, era só do Bruno e que ele entrou no jogo. E Amy Winehouse vibrou no céu (se realmente ela estiver lá, né?) porque o seu documentário levou um Grammy. Ai, gente, os que estão vivos continuam tão ruins que resolveram premiar os melhores, mesmo que eles estejam mortos.

Que o diga Lady Gaga que brilhou na pele de David Bowie. Essa mulher sempre brilhando vestindo a pele de outros grandes artistas. Ai ai, de quem mais ela irá chupinhar o talento? Elvis? Janis? Jimi? Estamos no aguardo.

E o povo tá falando que a Adele desafinou. Migos, aprendam uma coisa: Adele desafinando ainda é melhor que qualquer um de vocês que se acham os maiores dos karaokês de fim de semana. Convivam com isso!

Beijinhos de luz, manas! Até semana que vem!

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