Stop this mimimi

Acompanhar o surgimento de um novo fenômeno midiático é que nem assistir Lost, quando você acha que sabe as respostas, eles mudam todas as perguntas. Há meses, nós do Box de Séries estamos cobrindo as principais ações da Social TV, e uma coisa é certa, tudo está mudando rapidamente. Em pouco tempo que era definido como “postar nas redes sociais enquanto assiste televisão”, se tornou um dos assuntos mais falados nos sites especializados e o foco dos investimentos de marketing dos grandes canais.

O que não passavam de tweets e blá,blá,blás sobre as séries hoje é o grande hype do momento. Dúvida? Bom, a Nielsen vai começar a publicar na próxima fall season os números de menções no Twitter dos programas, boa parte dos comerciais do Super Bowl — que dispensa comentários sobre a sua importância no mundo da publicidade — usaram hashtags ou interações no Facebook durante a sua exibição, a ‘rede social dos 140 caracteres’ comprou a Bluefin por milhões e todas as séries americanas tem no mínimo uma ação ligada a segunda tela. Falar da Social TV deixou de ser apenas uma previsão para o futuro para se tornar uma necessidade. Hoje, a televisão passa inevitavelmente pelas redes sociais.

Para as emissoras o fenômeno é uma ajuda em tanto em tempos de serviços on demand. Pois, com o hábito de comentar os programas durante a sua exibição os espectadores retornam para o appointment television — TV com hora marcada — o que gera audiência para os canais. Afinal, quem vai querer comentar um episódio que todo mundo já viu? A Social TV faz do buzz em tempo real uma experiência única e que se casa perfeitamente com os hábitos do espectador multitasking.

Em pouco tempo a TV Social deixou de ser o cliffhanger do final de temporada para se tornar o mais recente fenômeno da convergência

Porém, enquanto o mundo todo foca em um novo comportamento na hora de fazer TV e estimula a conversa sobre os programas nas redes sociais, boa parte dos canais nacionais — com exceção de dois ou três que já foram citados nessa coluna — continuam ignorando o fenômeno. Deixando de lado como se fosse possível — em tempos de convergência e cultura participativa — frear os novos hábitos do público.

Entre argumentos como ‘a audiência não tem nada a ver com a popularidade do programa no Twitter’ ou ‘o público das redes sociais ainda é pequeno’, assistimos de camarote os canais perdendo a oportunidade vital, em tempos de convergência, de imergir o espectador e fazer programas que vão além da TV. Diante do excesso de autofinancia dos conglomerados, a história de sempre vai se repetir. O Brasil será o último a se aprimorar na área mesmo tento o cenário absolutamente propício para a Social TV; uma pena.

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