Supergirl 1×11 — Strange Visitor From Another Planet

Emocionante, essa é uma palavra que descreve muito bem Strange Visitor From Another Planet.

Às vezes, é mais fácil encarar o passado com uma ajudinha.” — DANVERS, Kara

Não são todas as séries que com pequenos flashbacks conseguem contar uma história passando toda a emoção que ela precisa, sem ficar maçante ou dramática demais. Às vezes os flashbacks são cansativos, não passam a mensagem da forma desejada ou, simplesmente, são desnecessários. Tem séries que começam a contar uma história com uma carga dramática tão desnecessária que você pensa “Meu, o que estão fazendo? Para com isso que não está dando certo”. Ainda bem que Supergirl mostrou, que também, não é esse tipo de série.

Strange Visitor From Another Planet foi mais um excelente episódio de Supergirl por ter abordado a história do Caçador de Morte ou Último Filho de Marte, como está sendo chamado no momento, de uma forma tão simples, mas ao mesmo tempo emocionante.

Os flashbacks passaram uma realidade que por minutos dava até para acreditar que vivemos em um mundo em que existe National City e todas as outras cidades que estão cheias de heróis e super-heróis.

Supergirl 1x11 - Strange Visitor From Another Planet

A história com toda a narrativa do Hank (John) deixou tudo bem mais emocionante e dava para sentir a raiva que ele estava sentindo e até compartilhar dessa raiva por todo o sofrimento que estava sendo mostrado ter nos tocado e, mesmo que ele seja um marciano, ter mostrado humanidade com todo seu sofrimento. Não tem nada mais lindo em uma série do que quando humanizam um personagem mostrando seu lado mais sofredor da história, ainda mais quando ele sempre se mostra invencível e não demonstra muito que se importa.

Foi tão digno de tudo que Supergirl vem apresentando até o momento, que a fotografia dos flashbacks na abordagem da história do John lembrou até filmes que mostram esse mundo extraterrestre.

É gratificante assistir uma série que durante seus 40 minutos sempre tenta dar o seu melhor, trabalhando a história de todos os seus personagens de uma forma única e sem toda aquela apelação, querendo que a gente odeie ou ame o personagem, sem nem ao menos entrarmos de verdade em toda a história dele para começarmos a nos importar e saber que tipo de sentimentos teremos sobre ele.

E, falando em humanização, Cat continua sendo a personagem que mais estão trabalhando isso.

Foi de colocar a mão na cabeça e perguntar: “Kara caída do céu! O que foi que você fez?”, quando mostraram que ela mandou uma carta em nome da Cat para o Adam. Tinha absolutamente tudo para dar errado a aproximação de mãe e filho, pelo menos nesse episódio, mas Kara não cansa de ser uma super-heroína, mesmo quando não está com o uniforme.

Foi lindo ver o Adam conhecendo o outro lado de sua mãe, o lado que não é mostrado pela mídia. Além de mais uma vez, ter aquele momento precioso que são as conversas de Cat e Kara, com direito até dela sendo mediadora do segundo encontro. Seria muito legal, já que vão deixar ele por mais alguns episódios, continuar abordando a relação dos dois para que ele continue conhecendo a Cat Grant que nós conhecemos. E, se não for pedir demais, que ele tenha uma cena com aquela fofura que é o irmão mais novo dele e também um momento com a Supergirl, tendo em vista que, aparentemente, o que não vai faltar são momentos dele com a Kara, ainda mais que Cat está super facilitando para que o(s) encontro(s) aconteça(m).

Cada vez mais difícil para o Winn, não é verdade? Mas ficaria difícil para qualquer um quando se coloca um casal da vida real para ter um romance na ficção também. Às vezes não tem muito o que fazer, os produtores gostam mesmo de brincar com o coração de quem está assistindo Supergirl.

Não existe nada melhor do que comprovar que, mesmo depois de 11 episódios de Supergirl, a série continua mantendo toda a qualidade que foi mostrada desde o começo. Pode ser cedo para afirmar isso, algumas pessoas podem discordar e até mesmo achar que é exagero, por inúmeros motivos, mas só quem está assistindo a série com o coração aberto, sem comparações desnecessárias ou querendo que Kara coloque uma máscara por achar absurdo ninguém reconhecê-la só por causa dos óculos, sabe o quanto a série vem crescendo e como ela pode se tornar a melhor série de super-herói da DC, se não perderem a mão no meio do caminho de tudo que estão construindo.

Vem com tudo Bizarro-Girl!

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