Supergirl 1×13 — For The Girl Who Has Everything

For The Girl Who Has Everything: um episódio sobre família.

Eu guardava rancor dela. Por entrar na minha casa. Por me seguir pela escola. Uma garota estranha que não sabia como se encaixar. Por me envergonhar na frente dos meus amigos. Mas tudo que Kara queria era uma família. Isso é o que ela é para mim. Ela é minha família!” — DANVERS, Alex

É normal se sentir perdido e querer fugir de tudo e de todos. Não deve existir na galáxia uma única pessoa que em algum momento não se perguntou: “O que eu estou fazendo da minha vida?”.

Quando a crise existencial resolve dar as caras é impossível não imaginar um universo paralelo em que somos menos confusos. Um universo paralelo em que todas as dúvidas e angústias não existem. Um universo paralelo que chamamos de nosso mundo perfeito.

É impossível não imaginar Krypton.

Supergirl 1x13

Tudo que assistimos desde que Kara resolveu usar a roupa da Supergirl foi para esse episódio. Seria realmente muito mais fácil ela deixar toda sua família da Terra para trás, todo o peso do mundo que ela carrega — às vezes literalmente — nas costas e viver em um mundo perfeito em que ela só precisava ser a filha de Alura e Jor-El ao invés de uma super-heroína.

Ela estava passando novamente pela crise de quando, há 12 anos, ela chegou a Terra. Tudo era novo e totalmente desconhecido, a única diferença era que ela não precisava usar seus poderes para salvar pessoas em perigo. A pressão que ela tinha era somente em se enturmar e não deixar na cara que ela não era da Terra.

Mas, a partir do momento que ela resolveu ser a Supergirl, toda cidade começou a contar com ela ou tentar destruí-la. Claro que ela ia se sentir perdida e, de certa forma, desejar que seu planeta nunca fosse destruído para que nunca tivesse que lidar com isso.

Mesmo que o episódio fosse Kara brigando entre desejo e realidade, o destaque desse episódio vai para a Alex. Por mais que no episódio em que a mamãe Danvers faz uma visita para as filhas vimos como Alex se sentia em relação a Kara — tirando alguns outros episódios que também teve comentários sobre — nesse episódio ela disse tudo que sentia e mais um pouco.

Querendo ou não seu mundo também foi abalado a partir do momento que seus pais resolveram adotar a Kara. Como competir com alguém vindo de outro planeta que ganhava mais atenção do que ela? E nem era porque seus pais não a amavam ou Kara fosse, de repente, a filha favorita, mas sim porque ela era de outro planeta e precisavam ficar de olho para que ela nunca fosse descoberta. Qualquer filho de alguma forma ficaria no mínimo com raiva por terem aceitado um novo membro na família sem consultá-lo.

For The Girl Who Has Everything deixou evidente que, apesar de todo esse estranhamento inicial, todo mundo na vida da Kara pode amá-la, mas ninguém a ama igual a Alex. Pode ser um equívoco dizer isso, mas a relação das duas, a forma como uma se importa com a outra e fazem de tudo para ver a outra feliz, lembra muito a relação de Anna e Elsa de Frozen. Algo extremamente positivo, pois não importa quantos homens tenha nessa série, Supergirl é sobre mulheres fortes, poderosas, independentes e que se apoiam, independente das circunstâncias. Elas são as vozes da série.

Exemplo disso foi a participação totalmente “ah ele está aí porque faz parte da história” do Clarke pré-adolescente. Ele precisava estar lá por fazer parte do mundo perfeito da Kara, mas só por isso mesmo.

O maior exemplo mesmo da série ser sobre mulheres que se apoiam foi tia Astra ajudando a sobrinha ser salva por seu coração não estar mesmo em toda aquela guerra, custando a sua vida.

A morte de Astra foi uma grande perda, talvez não para a sequência da série. Nesse caso a morte foi até necessária para mexer mais ainda nas coisas. A morte da Astra foi uma perda maior para a Kara. E, provavelmente, para a Alex também.

Com toda certeza a mentira que o Hank contou sobre ele ter matado a tia ao invés da Alex não vai passar batido e isso vai abalar a relação das duas irmãs. Ficou perceptível como Kara ficou completamente abalada após voltar de um mundo que não era real em que sua tia não era sua inimiga, saber que sua própria irmã matou um membro de sua família pode trazer grandes discussões causadoras de mágoas. Confesso que é meu tipo de drama favorito. Muito mais do que drama de casal.

Por fim… O que foi Hank se passando pela Kara? Com toda a tensão do episódio foi ótimo ter essa parte cômica do nosso último filho de Marte tendo que lidar com a Cat. Depois de passar alguns minutos com a chefe de Kara, Hank deve ter chegado a conclusão que o trabalho no DEO com toda certeza deve ser algo bem mais fácil de fazer.

E impossível não deixar registrado aqui como a Melissa está aprendiz de Tatiana Maslany. Primeiro foi com a Bizarro e agora com o Hank. Ela interpretou perfeitamente bem a postura do chefe do DEO e já dá para perceber o crescimento que ela está tendo como atriz desde o pilot. A garota tem tudo para ir muito longe!

Depois de todos esses tiros, porradas e bombas, Supergirl deve entrar em hiatus e só Deus sabe quando ela volta, pois sabemos como é a CBS, certo? Surpresa até agora por termos chegado ao episódio 13 sem aquela rotina de uma semana com episódio novo e uma semana sem episódio novo.

Só acho que quem ainda não deu a famosa chance para Supergirl deveria aproveitar e começar a assistir de verdade, pois a série é muito preciosa para as pessoas terem preconceito e é o tipo de série de heroína que precisamos em nossa televisão e que merece todo valor e reconhecimento. Além da excelente trilha sonora que ela tem.

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