The Strain 3×08 — White Light

White Light é eficiente em mostrar a inteligência dos súditos do Mestre.

Eu fiz toda essa merda” — ELIZALDE, Gus.

Que episódio, amigos! Fica até complicado descobrir por onde começar essa crítica, já que quase tudo foi fenomenal. Então que tal falarmos daquilo que não funcionou muito bem?

É claro que estamos falando do envolvimento de Eph com Dutch. Desde que os dois começaram trabalhar em conjunto para descobrirem o sistema de comunicação dos strigois era de se esperar que ambos acabassem se interessando um pelo outro. No entanto, quando os dois finalmente se pegam nesse episódio, tudo soa tão forçado. Eles não possuem química e a cena, ao invés de parecer sexy, acabou se mostrando um tanto quanto bizarra. Honestamente, isso pode atrapalhar muito as personagens.

Tirando esse detalhe, todo o resto funcionou perfeitamente bem. O que foi aquela cena inicial? Quem é que não ficou se contorcendo também quando o pobre rapaz tinha seu sangue drenado de maneira tão cruel? E pensar que há, ao menos, mais cem daqueles abatedouros humanos! E o pior é que Palmer sabia de tudo isso o tempo todo.

Aqui dá pra perceber que a ambição do empresário não possui limites. Ele realmente estava disposto a tudo para viver eternamente e concordou em atuar dessa maneira apenas visando seus próprios interesses. Não é à toa que The Strain vive fazendo paralelos com o holocausto e com White Ligth não foi diferente. Em um dado momento, Abraham afirma que não vê diferença entre os homens que estão auxiliando o Mestre e aqueles que contribuíram para o extermínio dos judeus durante a Segunda Guerra.

Nesse ponto, The Strain consegue transcender a mera série de suspense para nos fazer pensar acerca do horror da guerra e de como as pessoas acabam perdendo a humanidade, o cuidado com o próximo, pelo desejo de possuir mais e mais poder. Mais uma vez, Abraham revive os horrores do genocídio. No entanto, desta vez, ele pretende agir.

Outro caso extremo da ambição sem limites é Thomas Eichorst e aqui é importante ressaltar o trabalho formidável de seu intérprete, Richard Sammel. A frieza com que ele atua diante das maiores atrocidades é enojante. E o pior é que parece que ele está um passo a frente dos mocinhos. Nós sabemos que ele faz tudo, pois deseja que o Mestre o possua. Mesmo que as chances de isso ocorrer sejam poucas, Eichorst continuam rezando a cartilha do Mestre. Seu plano para exterminar os Anciãos parece ter dado certo e, com isso, inaugura uma nova era no avanço do Mestre.

E por falar nisso, que cena final foi aquela? Toda a coreografia de luta envolvendo Quinlan, a fotografia, os closes rápidos alternados com câmera lenta! Tudo de tirar o fôlego. E, como brinde, finalmente vimos os Anciãos em ação. Resta saber se eles sobreviveram à explosão. Do contrário, o Mestre terá praticamente o caminho livre. Ainda mais agora que a misteriosa caixa vinda do Egito parece ser peça fundamental para a dominação da raça humana.

Gus viveu seu momento de maior drama dentro da série e o episódio soube muito bem como mostrar isso. Mesclando cenas de sua infância sofrida vítima de abusos por parte do pai, o impacto de matar a mão ficou ainda mais forte. Era uma questão de escolha e, por mais que amasse sua mãe, ele não podia perder seu Anjo da Guarda. O melhor disso foi Gus perceber que tudo isso começou com ele aceitando o pedido para transportar o receptáculo original do Mestre. Tudo o que se planta acaba colhendo, para o bem ou para o mal.

White Light consegue trazer de volta bons momentos de The Strain, como há muito não se observava. Esperamos que não fique restrito em apenas um episódio.

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