The Walking Dead 3×01 — Seed

Eu não estou fazendo o suficiente? — Rick Grimes

The Walking Dead volta com tudo. E volta para mostrar que ainda é a mesma The Walking Dead de sempre. Os nervos dos sobreviventes estão à flor da pele. Qualquer palavra pode ser um insulto, qualquer ação, ou falta de, pode gerar uma consequência terrível.

Adaptação. Acho que essa será a palavra que descreverá essa nova temporada. Adaptação e transformação. Os seis primeiros minutos do episódio mostram como está a situação do grupo dos sobreviventes. Estariam eles se tornando selvagens? Será que realmente, a única coisa que importa agora neste velho novo mundo é a sobrevivência? Esses primeiros minutos mostraram que o grupo aprendeu a trabalhar em equipe. Aprenderam a se comunicar apenas com olhares e com gestos.

A relação entre Rick e Lori está realmente muito tensa. O jogo virou. Mesmo que indiretamente, agora que o sangue esfriou, e que meses se passaram, Rick culpa Lori pela morte de Shane. O que mostra que independente de como o mundo está, as relações entre marido e mulher continuam a mesma. Mas até quando isso vai durar? Quando Lori e Rick vão entender que nesse mundo não existe mais divisão de contas para pagar. Talvez Rick volte a ver Lori como sua amada mulher quando deixar de vê-la como sua obrigação.

Eu fiquei fascinado ao ver TODOS os membros do grupo contra-atacarem os zumbis. Carl, que vinha aprendendo a manejar uma arma desde a segunda temporada, teve a chance de mostrar que não está ali para brincadeira, e que pode sim ser útil para o grupo. Até mesmo Lori empunhou um revólver. Foi ótimo também ver Carol colocando as manguinhas de fora e usando uma arma. Confesso que eu achei bem estranho a ótima pontaria dela, mas quando ela quase acertou Rick, já deu para sentir que os roteiristas nem sempre se esquecem de pequenos detalhes.

Maggie é a Amazon do grupo, a cavaleira que está pronta para qualquer ataque, e que não hesita em ajudar o grupo dos machos na hora do silêncio. Menina criada na roça… não daria outra coisa. A diferença entre a personalidade dela e de sua irmã, Beth, ficou clara desde a segunda temporada, quando Beth quase se entregou, e Maggie se quer pensou nisso. Essa oscilidade de personalidade dos personagens acrescenta muito à série, e faz ela ser o que é.

Glenn continua na mesma. T-Dog, nem se fala. Pelo menos ele não fica mais debaixo de uma árvore, só observando, e servindo de motorista quando é preciso levar os corpos dos zumbis para onde quer que seja. Já que não fala, pelo menos tem que agir. Daryl como sempre muito reservado. Eu sinceramente não sei o por que de ele seguir os passos de Rick. Claro que Rick não é louco de criar nenhuma rixa com o arqueiro. Eu, particularmente, ficaria do lado de Daryl. Ele é confiável. Já Rick, muito bipolar.

Apesar de bastante ação, e poucos diálogos, esse episódio mostrou uma humanidade gigantesca: Lori e seus conflitos pessoais. Vale a pena ou não arriscar criar um bebê nesse mundo? A nova personagem, Michonne, que já me conquistou só com suas afeições e expressões. A canção cantada por Beth e Maggie

Não mostrou muito de Andrea e sua nova companheira das katanas e seus dois namorados. Não mostrou onde elas estão e nem o que aconteceu com Andrea para deixá-la naquela situação. Ansiosíssimo para acompanhar o enredo dessas duas juntas. Pelo menos, se a Andrea morrer por conta dessa sua doença, nós sabemos que a atriz Laurie Holden não perderá seu emprego, já que muito provavelmente Andrea será mais uma companheira zumbi de Michonne (esse é o nome dela, para quem ainda não sabe). Daria tudo para vê-la sem os braços e a mandíbula.

Lori, Lori… personagem polêmica essa. Muitos fãs de The Walking Dead (a maioria) desejam a morte da personagem. Mas por quê? Eu não entendo isso. Sou apaixonado pela atriz Sarah Wayne Callies, mas não é por isso que eu desejo ver a personagem até o fim da série. Sua história pode ser o que sustente boa parte da temporada. The Walking Dead não pode viver apenas de ação e matança de zumbis, por que se fosse assim, logo logo todos os fãs abandonariam a série.

Lori tem sim muito potencial para muitas temporadas. Eu só não vejo ela nesse conflito infinito com o Rick, aí sim seria muito chato, mas não por conta da personagem, mas sim por conta do enredo do casal. Lori pode sim criar muitas situações na série. E ela não precisa ser a melhor mãe do mundo, ou a melhor esposa do mundo, ou a melhor atiradora do mundo para ter o direito de ter uma história e continuar na série. Espero que os produtores e roteiristas não caíam no desejo dos fãs. Quem decide o que acontece com a história de uma série, filme, novela, enfim, são os criadores da série, por que esses sim, sabem (na maioria das vezes) o que é melhor para cada enredo.

Quanto ao incidente com o Hurshel. Sério? Será que eles tem esperanças de que aquilo dê certo? Todo mundo sabe quer com a circulação sanguínea, não tem essa de prender o sangue para a contaminação não alcançar o corpo inteiro não… Ainda mais com o que tempo que eles demoraram para fazer todo esse processo. Prevejo momentos muito chatos nos próximos episódios por conta de todo esse drama da transformação de Hurshel (ele TEM que se transformar!). Deixa esse drama todo para a Shondaland.

No mais, The Walking Dead voltou muito bem, e precisou desse episódio para não levarmos um susto ao ver milhões de novos personagens e até uma cidade! Uma cidade! Ansioso pelo Governador Phillip Blake entrar na história e aterrorizar um pouquinho a vida desses sobreviventes. E temos direito até uma nova abertura, que estéticamente ficou parecida com a original, mas confesso que a mudança de fotos para vídeos me incomodou um pouco. A abertura teve que ser trocada por conta da saída do ator Jon Bernthal da série. Eu até gostei da nova abertura por que eu acho um absurdo mostrar a foto de três dos atores, mas não mostrar do restante. Ou todos, ou nenhum! Coisa mais Malhação

Considerações

P.S.: A galera do Boxcast, Ana Emílio e Caio Fochetto, pronunciaram o nome da Michonne como Mixôni. Não tenho certeza, mas eu acho que a pronuncia correta é Micôni. E continuarei chamando-a assim até ouvir o nome dessa mulher na série! Se alguém souber com certeza, fique à vontade para comentar a pronuncia do nome.

Nota do editor, A.k.a. Ana Emílio e Caio Fochetto

O correto é falar Micôni. Ou pelo menos, deveria ser. A gente fala Mixôni pra zuar!!! kkkk

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