TWD 7×05 — Go getters

Go getters planta a semente da liderança de Maggie em Hilltop.

Este é o nosso lar agora. Então terá que começar a e me chamar pelo meu nome. Não é ‘Marsha’, nem ‘querida’, nem ‘docinho’. Maggie. Maggie Rhee.” — RHEE, Maggie.

Depois de passarmos pelas novas comunidades e por Alexandria, chegou a vez de sabermos como andam as coisas com Maggie e Sasha em Hilltop. E junto com elas, conhecemos também um pouco mais da relação entre Jesus e Gregory.

Mas antes disso, passamos rapidamente por Alexandria e deu para sentir que o clima dentro da “família Grimmes” não está muito amigável. Há tensão evidente entre Rick, Michone e Carl, cuja rebeldia adolescente abre portas para o plot da HQ que parecia perdido após o episódio passado.

Assim como aconteceu em The Well, as cenas leves entre Carl e Enid, parecem destoar do clima da temporada. Mas o episódio conseguiu através da interação entre eles (que culminou em seu primeiro beijo em uma cena, no mínimo fofa) mostrar que, apesar de crescerem em uma realidade que os força a amadurecer rapidamente, eles são apenas adolescentes aprendendo a lidar com as consequências de suas ações.

A questão é: na HQ Carl some quando Negan vem à Alexandria, tornando fácil para Rick supor que ele pode estar com os Salvadores. Com a mudança na série fica a pergunta sobre como saberão do paradeiro do garoto.

Outra incógnita é sobre a linha do tempo na temporada. O médico fala para Maggie que ela dormiu muito tempo, mas quanto? Parece que ela estava inconsciente desde a chegada a Hilltop, pois não viu o enterro de Glenn e Abraham. O que leva à dúvida sobre quantos dias se passaram desde a tortura de Daryl até a visita de Negan à Alexandria e depois a fuga de Carl e Enid, que levaram um dia para chegar à Hilltop. A esse “caldo”, acrescente-se o período de cura da perna de Carol. Talvez seja muita exigência pensar sobre isso, mas são estas pequenas coisas que dão consistência à trama como um todo.

Mais uma incoerência do episódio: ao que se sabe, o descolamento de placenta nos primeiros meses de gravidez exige repouso profundo. Fica difícil acreditar que Maggie tenha se recuperado tão rápido, a ponto de fazer o esforço físico exigido pelo roteiro. De toda forma, foi muito bom ver sua reação aos acontecimentos da season premiere. Diferente de Sonequa Martin-Green cuja atuação transforma Sasha em uma pessoa constantemente zangada, Lauren Cohan traz para Maggie uma oscilação entre força e fragilidade que torna seu sofrimento e decisão de seguir em frente reais para o público.

Quanto ao Gregory, torna-se muito fácil odiá-lo. Já na sua apresentação, durante a sexta temporada, sua covardia se fez como característica marcante. Fica uma mistura de revolta e vergonha alheia ao vê-lo diante de Simon que ali era Negan. Aliás, é preciso moderar a dose, ou os Salvadores poderão ser comparados aos vilões de novela mexicana. Não pela atuação, mas pelo contexto em que aparecem, enquadramento de câmera e música que os acompanham.

A cena noturna em que Hilltop foi invadida pelos walkers , que inicialmente, pareceu exagerada, mostrou-se como mais uma prova da astúcia dos salvadores, sendo um teste para saber se aquela comunidade ainda era a mesma ou se havia influência de outras pessoas — além de ter servido como mais um indício da futura liderança de Maggie. Porém, mesmo com belíssimas coreografias de luta, em alguns momentos pareceu mal executada tecnicamente, com uma edição de som confusa e efeitos visuais (quando Maggie atropela os walkers) bem forçados.

De toda forma, foi um episódio onde o arco de Maggie na HQ se confirma nas telas. Será com a ajuda de Jesus que ela ascenderá à liderança de Hilltop. E por falar em Jesus… Sabemos que um personagem é essencial quando, mesmo sem sua presença desde a temporada anterior, a empatia por ele retorna sem o menor esforço. Vê-lo em ação é muito bom, assim como seus discursos e postura fazem todo o sentido para o público despertando o desejo de tê-lo cada vez mais em evidência. O que não pode ser questionado, considerando seu destino ao fim do episódio.

Queremos ver mais da relação que Jesus e Carl vão estabelecer no caminho do Santuário. Talvez isso não demore muito. Para os fãs que reclamam da “compartimentalização” da temporada, fica a promo do próximo episódio, onde há indícios de uma dinâmica maior entre as comunidades (e finalmente, saberemos de Tara!):

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