Uma guerra em que ninguém está errado. Nem certo.

É difícil escolher um lado na Guerra Civil, já que todos perdem algo

Você está me pedindo para prender pessoas que arriscam suas vidas por este país, sete dias por semana? — ROGERS, Steve.

Não, Capitão. Estou pedindo para obedecer a vontade do povo americano. — STARK, Toni.

Agora é de verdade. O filme está quase aí mesmo! Faltam semanas para vermos essa guerra. Mas isso aqui não é sobre o filme não. Estamos falando da adaptação da Guerra Civil para livro, em formato de prosa.

Antes de mais nada, é importante explicar que a Guerra Civil foi uma mega saga apresentada pela Marvel, em que os seus eventos repercutiram em todos os títulos da editora. Por isso, quem acompanhou em tempo real, lendo cada HQ publicada naquela época, viu uma história ainda mais completa.

Anos depois, com toda a importância que a saga adquiriu, acabou recebendo uma edição especial, sem histórias paralelas. Desta edição, surgiu a adaptação. A Graphic Novel perdeu a parte do Graphic e virou só Novela. Muitíssimo fiel à HQ, esta adaptação escrita por Stuart Moore narra com competência o confronto de ideais de dois dos grandes líderes desse universo.

Tem ideia mais imbecil do que dar a adolescentes com superpoderes (ou super trajes) um reality show com seu dia-a-dia de combate ao crime? Mesmo que os realitys sejam a maior invenção da história da TV, não, essa é uma ideia bem imbecil, tanto que deu problema.

Os moleques inventaram de ir procurar vilões para alavancar a audiência, mas não se tocaram que os vilões eram demais para eles. Até que tava dando certo, começaram ganhando as lutinhas, mas, bem, um dos vilões se irritou e boooooom, adeus bairro. Tudo destruído. Até o próprio vilão.

Para quem não é tão integrado ao universo Marvel deve ter sido muito complicado entender quem era Speedball ou Radical. Talvez tenha deduzido que a Namorita tinha a ver com o príncipe submarino — o primeiro anti-herói. Mas a participação deles é curta.

Logo tudo ali vira pó e as pessoas precisam lidar com as consequências daquilo tudo. Os responsáveis por toda aquela destruição estavam mortos e alguém precisava levar a culpa. Assim, o governo inventa o registro de pessoas com superpoderes. Tony Stark negocia para aliviar a barra, mas Steve Rogers não quer nem saber.

Capitão América sempre defendeu o país sob os ideais da liberdade e queria manter isso. Os heróis usam máscara por um motivo. Eles precisam proteger quem é próximo para poder proteger o resto. Homem de Ferro entende que o herói faz papel de polícia. É justo que, se vão sofrer as consequências, devem receber as vantagens também. Precisam ser treinados e capacitados, justamente para não fazer besteira como aquelas crianças fizeram.

No final, a Guerra Civil não foi entre Capitão e Ferroso, foi a favor ou contra o registro. Isso dividiu a todos. Conforme foram vendo a necessidade e as consequência das novas leis, mais coisas foram acontecendo.

Todos que tem poderes deveriam se registrar. Se tornariam funcionários da S.H.I.E.L.D. Vilões recebendo treinamento e salário não precisam mais roubar. Heróis inexperientes aprendendo a líder com situações complexas. Heróis experientes se posicionando contra e se tornando criminosos. Reed Richards criando uma prisão segura para esses caras.

Reed, talvez, foi o mais afetado. Viu sua família, o quarteto, se esfarelar. O grupo mais unido de todo o universo Marvel viu Sue e Johnny se unirem ao Capitão e Ben saindo do país. Ficou sozinho com os filhos, sabendo o quanto Sue sofria por ter deixado as crianças. Já não tinha mais a mesma capacidade intelectual, justamente por estar abalado na vida pessoal. Mesmo assim, não se tornaram inimigos, apenas não tinha como ficarem sob o mesmo teto.

No final das contas, um lado teve que ceder.

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Thiago de Carvalho Rêgo

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