Uma Inglaterra pós-apocalítica em Capitão Britânia — O Mundo Distorcido

Escrita e desenhada pela dupla britânica dos Alans — o Moore, e o Davis — a história de Capitão Britânia — O Mundo Distorcido é o volume 3 da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel da Salvat.

Capitão Britânia — O Mundo Distorcido tornou-se um clássico por ser uma espécie de prelúdio da carreira brilhante dos seus criadores.

A História

É impossível não comparar a saga de Moore para a Marvel Britânica com seus trabalhos mais famosos, como V de Vingança e Watchmen. O brilho e as cores do universo de heróis está lá, mas também estão as sementes do diálogo denso e a mescla de ficção científica e misticismo.

Aliás, densidade é o que sobra nas páginas dessa obra. Publicada originalmente em 1982, esqueça os quadrinhos descomprimidos dos últimos anos. Moore enche as páginas de diálogos e recordatórios, balões de pensamentos, tudo o que tem direito.

A saga em si, como o nome diz, nos leva por uma versão distorcida da Inglaterra, e o Capitão Britânia enfrenta desde o bizarro — como a Gangue Maluca e a Tecnet — até o sublime, como o manipulador de realidades Mad Jim Jaspers e um dos ciborgues mais bem descritos da ficção, o Fúria . Destaque para a participação especial da X-woman Psylocke (aqui ainda uma coadjuvante, mas preste atenção na personagem no filme dos mutantes que vai estrear logo, logo nos cinemas).

A Arte

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Assim como Moore, o artista Alan Davis estava em seus primeiros trabalhos para a Marvel quando desenhou O Mundo Distorcido. Embora seu traço fique mais limpo com o passar dos anos, os cenários sempre detalhados e as expressões faciais sempre distintas e realmente passando a emoção desejada já saltam aos olhos. Fora que desenhar e arte-finalizar toda a saga deve ter exigido muita dedicação por parte do artista.

A Edição

A qualidade do papel e do acabamento das edições da Salvat também estão presentes neste volume. Além de ser uma das edições com mais páginas, o volume traz extras como as Origens do Capitão Britânia, a biografia do escritor Alan Moore e uma galeria de arte e de capas. Vale mencionar que a Panini aproveitou a proximidade da publicação e também trouxe às bancas um encadernado do Capitão Britânia, mas trazendo o início das aventuras do personagem, que ainda não eram escritas por Moore. A Salvat preferiu começar a história pelo meio, já com as edições do britânico, mas a compreensão da história não é prejudicada por isso.

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