Veja 10 vilãs antológicas da TV no Brasil

Poderosas, perversas, ambiciosas e cruéis. Além de não medirem esforços para atingir objetivos, essas 10 vilãs antológicas da TV no Brasil não medem esforços para conquistar o público.

Não é de hoje que as vilãs — sim, especificamente, o poderio feminino! — atraem nossos olhares para suas maldades na teledramaturgia nacional. Afinal, as vilãs antológicas da TV no Brasil “fazem acontecer”, ao causar a discórdia e ameaçar os planos dos protagonistas mocinhos, arquitetando planos e sendo capazes das mais atrozes maldades.

Glória Pires: à esquerda, como Nice, em Anjo Mau; à direita, como Raquel, em Mulheres de Areia

Pegando carona nas vilanias de Glória Pires, ao interpretar a gêmea má, Raquel, de Mulheres de Areia (1993), atualmente em exibição no Viva, e Nice, a babá má com carinha de boa gente, em Anjo Mau (1996), em reprise no Vale a Pena Ver de Novo, o BOXPOP resolveu reunir nesta lista outras 10 vilãs antológicas da TV no Brasil.

Emocione-se de novo com as armações dessa gente ruim e também se divirta muito com elas, porque acima de tudo, elas também são lindas e sexies.

Branca Letícia de Barros Mota (Suzana Vieira)

Em Por Amor (1997), Branca passou a novela inteira implicando com sua filha Milena (Carolina Ferraz), pois não admitia seu romance com o piloto de helicópteros Nando (Eduardo Moscovis).

Além disso, guardava um grande segredo: um dos seus filhos era de Atílio (Antonio Fagundes) e não de Arnaldo (Carlos Eduardo Dolabella). Ela sempre acreditou que esse filho fora do casamento era Marcelo (Fábio Assunção). Dessa forma, ela não escondia o favoritismo por ele, rejeitando Leonardo (Murilo Benício), sempre deixando evidente que era o “patinho feio” da família e que não precisava ter nascido, pois estava satisfeita com o casal de filhos — Marcelo e Milena (Carolina Ferraz).

Depois de um teste de DNA, é revelado que Leonardo é filho de Atílio e não Marcelo.

Mesmo terminando a novela sozinha, não perdeu a pose, tomando um drink.

Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque (Eva Wilma)

Em A Indomada (1997), Maria Altiva agitava a vida da fictícia Greenville. Assim como muitas vilãs de Aguinaldo Silva, caiu nas graças do público, porque era diversão garantida. Quem não se lembra do bordão Óxenti, mai gódi?

Era mais “Mendonça e Albuquerque” que qualquer um em sua família. Falsa carola, fazia de tudo para acabar com o bordel de Zenilda (Renata Sorrah) e descarregava puro ódio em Lúcia (Adriana Esteves), sua sobrinha e a Indomada.

Seu final não poderia ser mais a sua cara: Altiva vira fumaça, e seu rosto toma conta do céu de Greenville. A vilã jura voltar para se vingar, em meio a gargalhadas malévolas.

Maria Sílvia Barreto Pessoa de Moraes (Alinne Moraes)

Mais uma da galeria de vilãs de Aguinaldo Silva, marcada pelo espírito “Tom” que o autor acredita imprimir em suas personagens más: parecido com o gato Tom, da animação Tom e Jerry, seus vilões são como o gato que passa todo o desenho tentando pegar o rato, mas que só se dá mal, sempre levando umas boas pauladas.

Sílvia, de Duas Caras (2007), estudou em Paris e ao voltar para o Brasil, tem a certeza de que encontrou o amor de sua vida, Marconi Ferraço (Dalton Vigh). Mesmo sabendo que Ferraço roubou toda a fortuna de Maria Paula (Marjorie Estiano), Sílvia fica do seu lado, apoiando o amado em todos os seus planos.

Em determinado momento, por causa de Ferraço, Sílvia se torna a principal antagonista de Maria Paula, revelando uma loucura capaz das mais diversas atrocidades: de sequestro do filho de Maria Paula até atirar de uma escada para estragar uma festa. Antes do término da trama, ela ainda é internada numa clínica para perturbados mentais, já que atirou em Ferraço, quando na verdade queria atingir Maria Paula — ele se colocou à frente da agora esposa, afim de protégê-la.

No final, perseguida pela polícia, é atropelada e socorrida por um milionário, Rodrigo (Alexandre Piccini). Tempos depois, aparece em Paris, tendo como amante João Batista (Júlio Rocha), ex-motorista de Ferraço e seu fiel cúmplice.

Clara Medeiros (Mariana Ximenes)

Mais uma na linha Nice, de Anjo Mau: interesseira, aparentando amizade, mas é lobo em pele de cordeiro, sendo mentirosa, inescrupulosa, tirando proveito de toda e qualquer situação. É justamente devido à sua beleza que consegue enganar a todos.

Fingindo-se de boa moça para cima de Totó (Tony Ramos), Clara, de Passione (2010), consegue conquistar o coração do italiano. Ela tem como cúmplice em suas armações, Fred (Reynaldo Gianecchini). Juntos formam a dupla que causa todas as maldades da novela. Separados, conseguem ser ainda piores.

Para ficar com a herança de Totó, Clara tenta matá-lo, colocando fogo no sítio da família Matolli. No final da novela, ela se revela uma verdadeira assassina, matando Eugênio (Mauro Mendonça) e Saulo (Werner Schunemann).

Odete Roitman (Beatriz Segall)

Uma das mais consagradas vilãs de nossa teledramaturgia, é uma das mais queridas personagens da história das novelas, tendo presença marcante em Vale Tudo (1988). Por um lado, espécie de alter ego de muitos brasileiros que enfrentavam a crise do final dos anos 80, Odete não suportava mesmo a vida no Brasil (morava em Paris e só vinha para as terras tupiniquins em caso de extrema necessidade), mobilizando a todos com suas tiradas clássicas e o desprezo pelos pobres.

Arrogante, manipula a vida dos filhos, Helena (Renata Sorrah) e Afonso (Cássio Gabus Mendes), tentando escolher os parceiros românticos deles, além de humilhar os subordinados e todos que estão em posição inferior.

Só ficava com garotões, tendo um caso com César (Carlos Alberto Riccelli). Nos capítulos finais, o mistério envolvendo “Quem Matou Odete Roitman?” aguçou a curiosidade de todos os telespectadores com a pergunta que não queria calar.

Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu)

Em Celebridade (2003), Laura queria destruir a qualquer custo a vida de Maria Clara Diniz (Malu Mader), empreendendo uma vingança e fascinada pela figura forte da empresária musical e produtora bem-sucedida, além de modelo conhecida.

Laura é filha de Marília (Alessandra Negrini), a verdadeira musa da canção que fez Maria Clara, uma mulher rica e famosa, e que foi composta por Ubaldo (Gracindo Jr.), padastro de Laura, enquanto Laura e a mãe amargaram uma vida miserável e Maria Clara acreditava que foi composta em sua homenagem por Wagner, seu ex-noivo que na verdade roubou a autoria da música, com a ajuda de seu irmão Ernesto (Roberto Pirillo) e Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana).

Suas vítimas mais exploradas na trama foram Nelito (Taumaturgo Ferreira), Bruno (Sérgio Menezes) e Cristiano (Alexandre Borges). Ainda por cima, Renato Mendes (Fábio Assunção), outro vilão da novela, revela-se um verdadeiro obcecado por Laura, embora não se dê conta, fazendo de tudo para atraí-la.

Formou com Marcos (Márcio Garcia), seu amante, uma cumplicidade inesquecível: “Cachorra” e o “Michê”, como se chamavam “carinhosamente” um ao outro.

Nazaré Tedesco (Adriana Esteves/Renata Sorrah)

Em Senhora do Destino (2004), Nazaré roubou a cena, entrando definitivamente para o rol das grandes vilãs de nossas novelas.

Antes da vida de casada com Luís Carlos Tedesco (Tarcísio Filho/Tarcísio Meira) e mãe de criação de Isabel (Carolina Dieckmann), Nazaré era prostituta, fingindo ser auxiliar de enfermagem e estar grávida, mantendo um trouxa para enganá-lo, tentando segurar o namorado casado.

Foi com a intenção de abandonar a profissão que investiu na relação com Luís Carlos Tedesco, sequestrando a filha ainda bebê de Maria do Carmo (Carolina Dieckmann/Susana Vieira), para apresentá-la ao namorado, como sendo fruto da relação dos dois. Conseguiu o que queria: casou-se com Luís Carlos, que abandonou a mulher para ficar com ela e passa a criar a “filha” Isabel com muito carinho.

Não poupando ninguém que cruzasse em seu caminho, seu esporte preferido era matar pessoas na escada. Muito debochada e vaidosa, teve várias cenas inesquecíveis, assim como bordões: “cheiro de couro”, “songamonga”e “anta nordestina”.

Flora Pereira da Silva (Patrícia Pillar)

Em A Favorita (2008), Flora foi responsável por muita morte, falcatrua e agressão, ganhando o título como uma das psicopatas mais antológicas entre as vilãs marcantes. Seu objetivo: vingar-se de Donatela, que sempre foi o centro das atenções na dupla Faísca e Espoleta.

Depois de passar 18 anos atrás das grades, porque foi acusada de matar o amante Marcelo Fontini (Flavio Tolezani) e marido da antiga parceira Donatela (Claudia Raia), Flora sai da cadeia, disposta a provar sua inocência e reconquistar tudo o que lhe foi tirado, como a filha Lara (Mariana Ximenes), acusando Donatela de ser a real assassina e de que foi vítima de uma injustiça.

Carminha (Adriana Esteves)

Em Avenida Brasil (2012), Carminha traiu e roubou o marido, sequestrou, maltratou a filha gordinha Ágata (Ana Karolina), infiltrou o amante Max na família de Tufão (Murilo Benício), enganando o marido e todo o clã que morava no fictício bairro Divino, foi capaz de abandonar a enteada Nina (Débora Falabella) e o próprio filho Batata/Jorginho (Bernardo Simões / Cauã Reymond) no lixão e quase enterrou Nina viva.

E tudo isso, por quê? É tudo culpa da Rita! Quem não se lembra dos bordões e memes que invadiram a internet, tudo culpa da Caminha, com suas ácidas tiradas que arrabetaram o Brasil e o mundo, fazendo de Avenida Brasil, uma das campeãs de vendas internacionais da Globo.

Além disso, se mostra assassina do “quem matou” da novela, ao confessar que matou Max, é presa e por fim termina onde começou: de volta ao lixão.

Essas são apenas algumas das vilãs antológicas de nossa teledramaturgia. Quais outras você acrescentaria nessa lista? Continue o nosso debate e deixe um comentário, fazendo aumentar essa lista. Até a próxima!

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